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Resposta ao leitor - Martim e não Martin

em 16/03/11


Um visitante deixou na caixa de sugestões a seguinte pergunta: Por que é que Martim é admitido com M e não com N no fim? Infelizmente, não lhe sei responder com segurança a essa questão. 
Martim deriva da palavra latina Martinus. Não sei qual o fenómeno fonético que transformou Martinus em Martinho e, depois, em Martim, mas não deverá andar muito longe da nasalação e da palatalização. Não sendo eu especialista em linguística, creio que essa proibição se baseia na simples evolução da língua portuguesa, da qual existem outros exemplos, como visto nesta lista de nomes masculinos terminados em -im.
O N fica reservado para as palavras terminadas em M, mas no plural, seguido de S, originando, neste caso, Martins, também autorizado como nome próprio. 

Talvez passe por aqui alguém que lhe possa dar a resposta correcta... A minha não deixa de ser uma suposição baseada nas longínquas aulas de Latim!

ACTUALIZAÇÃO
Entretanto chegou-me uma explicação mais académica, que passo a citar:

"Esta questão faz sentido, porque, na verdade, trata-se do mesmo som, quer se grafe com "n" ou "m". Acontece que, em português, quando se trata deste som ("i" nasalado), a regra é que com "in" se grafam apenas as vogais nasais que ocorrem no início ou no meio da palavra (como em "intenso", "cinto") e no final apenas se o som for precedido de "s" (como em rins). Grafa-se com "im" antes de "p" e "b" ("impossível", "imberbe") e - esta é a regra que nos interessa - no final de palavra (como é o caso de "Martim").

Há, no entanto, alguns casos de palavras que terminam em "in", mas é preciso notar que se trata de palavras que foram importadas de outras línguas e não sofreram nenhuma adaptação ortográfica ao português: como é o caso, por exemplo, de "check-in"."

S., muito obrigada pela paciência!